
[ilustração de Mark Lazenby]
Ah, se a gente conseguisse se esforçar para só falar coisas boas, evitar críticas e passar longe das fofocas... O mundo seria outro, certamente! Vamos tentar?



Chega dezembro e a gente se agita. Começam a aparecer amigos ocultos, presentinhos que precisam ser retribuídos... e olha eu novamente em busca de lembranças no comércio lotado. Que estresse... Todo ano eu me prometo que vou abstrair disso tudo. Mas ainda não consegui, não.
Monges budistas podem levar até um ano criando essas mandalas de areia. Eles devem depositar cada grão de areia por vez. O objetivo: ensinar a paciência. Então, logo que eles completam a mandala, destroem-na, e jogam a areia num rio (compartilhando a beleza com o mundo). Eles destroem as mandalas para ensinar que nada no nosso mundo é permanente.
É impressionante como tem gente que reluta em compreender o verdadeiro sentido da vida... Mesmo cercado de bons exemplos, o indivíduo teima em permanecer no comodismo, na ilusão, no medo, na inércia... Cada um tem seu próprio momento de despertar, eu sei, mas fico com dó de tamanha perda de tempo. Como diz Hermógenes, em "Canção Universal":
Nossa, acabei de ver um documentário maravilhoso sobre o Nepal, no TV5 Monde (o canal francês que assino na Sky) e nele pude ver imagens de uns povos nômades, que vivem ou seguindo o curso de rios, ou seguindo o curso das abelhas... Uau, isso me deixou perplexa!
Notícia de hoje: terremoto atinge a costa leste dos EUA. Basta um fato inusitado acontecer para deixar todo o mundo de cabelo em pé. Em nosso subconsciente, o medo disso ser a ponta do iceberg para uma catástrofe maior... Refiro-me ao pânico que muita gente anda guardando no coração em relação à proximidade do ano de 2012 - considerado o último ano do calendário maia.